vídeo do grupo "Marcos Telles & Coletivo Candeiro" divide opiniões no novo lançamento "AUÊ" (a fé ganhou)
A música Auê (A Fé Ganhou), lançada pelo Coletivo Candiero, se tornou alvo de forte debate no meio evangélico ao romper com os padrões tradicionais da música gospel.
A música Auê (A Fé Ganhou), lançada pelo Coletivo Candiero, se tornou alvo de forte debate no meio evangélico ao romper com os padrões tradicionais da música gospel. A polêmica ganhou força nas redes sociais, em vídeos e publicações que questionam tanto a linguagem como o ritmo da canção, acusada por críticos de misturar referências culturais populares e de religiões de matriz africana com o ambiente de adoração cristã.
Um dos principais pontos de contestação é o próprio título da música. A palavra “auê”, de uso coloquial no português brasileiro, significa barulho, agitação ou confusão. Para parte do público gospel, o termo estaria associado à desordem, o que contrasta com a ideia de reverência esperada em um louvor. Críticos afirmam que a repetição da palavra no refrão reforçaria um clima festivo considerado inadequado ao culto.
Em um trecho da música, o grupo canta: “Agora que o Zé entrou e todo mundo viu/ E todo mundo olhou, e todo mundo riu/ Ninguém se acostumou, mas o céu se abriu/ Agora que a fé ganhou e a Maria sambou/ Sua saia balançou, alguém se incomodou/ Com a cor que ela mostrou, mas o céu coloriu”.
Já a referência ao “Zé” foi alvo de críticas por supostamente remeter, ainda que indiretamente, a figuras do imaginário religioso popular brasileiro, como Zé Pelintra, entidade também presente em religiões de matriz afro-brasileira.
A banda chegou a ser acusada de sincretismo religioso.
Me diz o que achou sobre isso?
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